Continuidade
Brasil
Na semana anterior observamos a
continuidade no pessimismo em relação aos ativos de risco, em especial dos
mercados emergentes. O Ibovespa fechou a semana com uma pequena desvalorização
de 0,31% e uma perda de 7,51% no mês de janeiro. Esse foi o pior janeiro desde
1995, quando a desvalorização foi de 10,77%. O pessimismo em relação às
economias emergentes continua, sendo assim, os investidores estrangeiros
retiram seu capital de ativos de risco. Alias, não somente de mercados
emergentes, vis-à-vis aos índices das bolsas americanas (Dow Jones, SP 500 e
Nasdaq) que encerraram o mês com perdas de 5,3%, 3,6% e 1,7% respectivamente.
Muito embora, as bolsas norte americanas tenham tido uma alta bastante razoável
em 2013, ou seja, parte desse movimento por lá é pura realização.O dóllar
terminou o mês de janeiro com uma valorização de 2,33% frente ao real, cotado a
R$ 2,41. Essa escalada do dóllar não deve permanecer por um tempo prolongado
com o BC realizando operações de swap cambial e leilões para rolagem de
contratos futuros além da pressão agora maior para a alta da Selic para fazer
frente ao movimento de juros nos países emergentes.Juros
futuros muito pressionados por fatores internos como: aumento nos gastos do
governo (que somam 19% do PIB em 2013, máxima histórica), taxa de desemprego
que fechou dezembro em 4,3% (mínima histórica), alta na renda do consumidor
(3,2% em dezembro em relação a 2012) e agora, a maior concorrência vinda de
juros de países emergentes.
Internacional
A redução na liquidez global por conta do 'tapering' do FED,
desaceleração econômica na China e deterioração dos fundamentos econômicos e
crises políticas em importantes países emergentes vêm sendo o triple básico em
que se alicerça o pessimismo dos investidores. Essa semana o FED deu
continuidade a redução do QE3 ao cortar em US$ 10 bilhões, para US$ 65 bilhões
a recompra de títulos no mercado financeiro. Por lá, não obstante os dados de
vendas de bens duráveis tenham vindo com uma desaceleração surpreendente em
dezembro (-4,3% ente expectativa de 2,6%) a confiança do consumidor acelerou em
janeiro (80,7p ante 77,5p de dezembro) e o dados da primeira prévia do PIB
referente ao 4º trimestre (3,2% frente ao 4º tri de 2012) mostra a força da
economia americana, principalmente quando temos que levar em conta a
paralisação que afetou o governo em outubro.
Na China o PMI continua decepcionando na medida em que o PMI
Industrial veio 49,5p (retração) ante 50,5p de dezembro - a mínima em 6 meses -
o que pressiona ainda mais o Banco do Povo (Banco Central chinês) a realizar
uma intervenção mais forte no mercado para evitar uma desaceleração ainda maior
na economia.
Na Europa o problema continua sendo a deflação ao registrar alta
de 0,7% em janeiro frente a uma alta de 0,8% de dezembro e de 0,9% de novembro.
A taxa de desemprego ficou inalterada 12% em dezembro pelo terceiro mês
seguido, o que mostra certa debilidade do mercado de trabalho europeu em
absorver mão de obra.
Em resposta a desvalorização cambial de suas moedas, Turquia,
Índia e Africa do Sul subiram suas taxas de juros. Esse tipo de movimento, meio
que já era esperado pelo mercado, muito embora o movimento de juros na Turquia
surpreendeu pela agressividade. Os juros turcos foram de 7,75%a.a para 12%a.a.
Ainda assim, o resultado não foi imediato (no sentido de maior apreciação
cambial) em função de crises interna vivida por esses países, seja política ou
econômica.
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