Semana de queda
Semana ruim para as bolsas mundiais, em especial para países emergentes. O temor dos investidores com relação às economias emergentes, em função da redução de liquidez provocada por um novo corte no Quantitative Easing 3 (QE3) do Federal Reserve (FED), teve seu estopim já na segunda feira (21), quando o PMI da China mostrou retração 49,6 pontos ante 50,2. Aliás, a visão mais pessimista não afetou apenas os mercados emergente, mas também economias desenvolvidas como nos EUA, por exemplo; com o índice Down Jones sofrendo uma queda de 3,5%, Nasdaq -1,7% e SP500 -2,6% . No que tange a Bovespa, não poderia ser diferente e encerrou a semana passada com sua 6ª queda em 7 pregões, ao recuar 2,83%. No ano, o benchmark brasileiro da renda variável acumula perdas de 7,22%.Tamanha volatilidade nos juros futuros afetaram as negociações dos títulos do tesouro direto ao interromper as negociações desses ativos de renda fixa, na sexta feira (24). O Banco Central tem elevado a Selic para conter a inflação que tem mostrado certa resiliência. A despeito do aumento no juros, o câmbio não consegue se valorizar por aqui - o que normalmente deveria acontecer, uma vez que a elevação da Selic tende a atrair capital especulativo estrangeiro, especialmente num cenário onde os juros no exterior encontram-se em patamares razoavelmente baixos - e isso tende a pressionar a inflação.
A crisa cambial na Argentina, onde o dólar se valorou 11%, só no dia 23, frente ao peso, afeta a percepção de risco dos mercados emergentes da América Latina, em especial o Brasil, que é o seu principal parceiro comercial. Também ganha peso na nossa análise de risco, a desaceleração da economia chinesa e as crises políticas na Ucrânia e na Turquia.
Próxima semana
Para a semana de 28/01 a 31/01, teremos decisão do Fomc (comitê de política monetária dos EUA), o que é obvio, irá acrescentar uma boa dose de volatilidade ao Ibovespa. O mercado espera que seja mentido o ritmo de retirada de US$10 Bi, caindo assim para US$ 65 Bi mensais, o QE3. Ainda por lá, serão apresentado os dados do PIB do 4º trimestre e pedidos de bens duráveis ref a dezembro.No âmbito nacional, será apresentado o resultado do superávit primário consolidado de 2013, onde espero eu, que não venha "maquiado", pois isso só afeta a credibilidade da já abalado política fiscal tupiniquim. Teremos também dados de balanço do 4ª trimestre com destaque para os bancos Bradesco e Santander.

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