segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Gargalos macroeconômicos

Nesse ano de 2014 o governo tem um sério e intrincado problema pra resolver. Como baixar a inflação e fazer a economia crescer de uma forma mais robusta. Bom, pra resolver o problema da primeira questão (a inflação) o governo tem aplicado doses regulares de alta de juros, como manda a boa e velho ortodoxia. Acontece que esse tipo de medicação traz efeitos colaterais que podem debilitar ainda mais o paciente. Além de inibir os investimentos privados, a alta nos juros eleva e piora ainda mais o perfil da dívida pública, especialmente no atual momento em que o juros no exterior estão muito baixos, isso tende a atrair capital de curto prazo e puramente especulativo causando distorções e volatilidade em nosso mercado.
No que tange ao baixo crescimento econômico, dá-se em função de fatores ruins como: alta carga tributário, falta de competitividade de nossos produtos, além de problemas seríssimos de infraestrutura que prejudica nossa logística e afeta todo o sistema produtivo, debilitando o mesmo.
Oque esse país precisa é de uma política econômica mais de longo prazo e acima de tudo planejada. Faz-se necessária uma diminuição do Estado na economia e o fim de uma vez por todas, dessas politicas populistas que aumentam a participação de um governo cada vez mais incompetente, tornando uma nação cada vez mais dependente de sua ações curtoprazistas. É preciso investir cada vez mais em portos e rodovias, para um melhor escoamento de nossa produção, reduzir essa carga tributária que beira os 36% do PIB, onerando cada vez mais o setor produtivo e dar grande prioridade para a educação e aprimoramento tecnológico para que possamos ter alguma vantagem competitiva em relação a outros países nesse mundo cada vez mais competitivo. Bom, todas essas medicas requerem comprometimento político, transparência e desburocratização de nosso sistema público. Fatores que parecem cada vez mais distante de nossa realidade. Enquanto isso não acontece, caminhamos à passos largos e firmes para nos tornarmos cada vez mais parecidos com a Argentina; a Argentina com a Venezuela e a Venezuela com Zimbábue. Triste fim.

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